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shock

Dezembro, 24

Ricordo
il bus che sferragliava e la fermata che non arrivava mai.
il tuo inglese perfetto e la mia voce affannosa. la conduttrice nera
spazientita dalle mie domande troppo frequenti, su quanto mancasse al mare.
la tua borsa minuscola, quasi senza spazio, la calca del saliscendi.
I tuoi capelli lunghi ben oltre gli occhi, i quaderni che ti reggevo.
I nostri occhi che mai si incrociarono.

ricordo i silenzi e la mia timidezza secolare, che nessuno conosce
ma che tu smascherasti solo esistendo. il mio timore nel deluderti
e che il sole calasse troppo presto, il nostro arrivo alla spiaggia.

ricordo i tuoi racconti di paesi incredibili, al di là del mare,
il mio sollievo di sapere inesplorati alcuni affluenti
del rio delle amazzoni, la tua città e il tuo cane, la feijoada
completa e il continente perduto per te ordinario.

ricordo che ti lavai i capelli, ed ebbi paura di farti del male,
tu mi dicevi di continuare con imbarazzo ma con fiducia, comprai un asciugamano
che tu portasti come le principesse arabe, ricordo un suonatore
di armonica a bocca che mi disse che eri stupenda, con tono americano

ricordo il cantante di strada che ci regalò sassi dipinti, ricordo il cuoco
giapponese che ci somministrava porzioni di sushi che tu, con mio sollievo
amavi più della pizza, ricordo la sera e i tuoi capelli bagnati di sirena,
tu emersa dagli oceani, tu recuperata da naufragi, tu gabbiano
di tempeste calmissime, di nubifragi quieti.

ecco, il nostro bus ritornava al tuo quartiere, una donna
sudamericana ti parlava e tu parlavi di me senza che io capissi, tornammo
al tuo rifugio da stuoli di coreane indaffarate a capire chi fossi e perchè io
fossi lì.

ricordo che ti baciai dall’alto del divano prima di salutarti,
e tutto il giorno vi tentai, ma l’essenziale che tu sei sempre mi sfugge,
e devo recuperarlo a fine giorno, con le penne che ti rubai
mentre non guardavi, sul bus, a inizio corsa.


não fui eu quem escreveu.

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sitting on a tree, k-i-s-s-i-n-g

Dezembro, 19

a adele tá diferen-te, tá, tá diferen-te.

foi bom esclarecer as coisas… ufa :) então agora é só deletar os ultimos… 20 posts. hah

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lost

Dezembro, 13

eu fico perdidassa nos meus devaneios.
queria que tudo que eu sentisse fosse recíproco…

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relation ship sinking

Dezembro, 11

emily: falei que apesar de gostar muito dele, era difícil pensar nele como um namorado. nossa distância e pouco contato não permitiam isso
nani.: meu!!
nani.: MEEEEUU!!!
nani.: que sem noção você!
emily: ele quebrou minhas pernas. falou que eu tava sendo injusta e várias coisas do gênero. fiquei malzona
emily: porque? ia ficar mentindo pra ele?
nani.: não, mas de novo você acabou com cada molécula com gene Y dele
nani.: é tipo falar:
nani.: “agora que eu já te botei uns cornos, eu vou te falar, oh: eu não te considero tuuuuuudo isso, ouviu?”
emily: hahahahahah. você entende que eu só faço merda com ele?
emily: concorda comigo?
emily: eu não sei porque!
emily: ele ficou mto bravo comigo
nani.: olha, eu sei que eu sou tua amiga e tal, mas você tem feito MUITA besteira pra uma menina só
emily: EU SEI!
emily: nani, eu sei! é só com ele! e eu não sei porque!
nani.: você é que nem eu amor, sincera demais…
emily: eu falei isso pra ele. que normalmente eu não sou assim, que era só com ele…
nani.: nossa
nani.: MEU
nani.: HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHHA
emily: eu falei mesmo! hahahah
nani.: logo depois vai sair um emily diz: “olha, só com você eu sou cuzona. te chifrei e depois fui te contar. e aliás, você é confuso igual a TODOS os outros’
emily: HAHAHAHAHAHAHAHAHAH
nani.: girl
emily: crap hahahahahahaahhaahahha
nani.: you’ve gotta stop it. honestly.

me divirto auhhuahuahauhau

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ARGH

Dezembro, 07

me irrita e me irrita muito!
na maioria dos meus relacionamentos passados eu condenava um monte de coisa que faziam pra mim, dizia que nunca faria igual, que não se machucava alguém que você gosta daquele jeito.

tomei no cu.
minha vez de falar merda, fazer merda e machucar a outra pessoa, sendo que o que eu só quero é o bem dela. e eu não sei o que fazer! como já dito, eu acabo evitando o problema e me afastando.
que raivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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Dezembro, 07

de ter, de ser, de perder.
que me impede de demonstrar.
que me impede de conseguir evitar a perda.

medo.

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“boh”

Dezembro, 02

é foda perceber o que eu tou fazendo, saber que eu tou me fechando e me afastando.
eu costumava fazer isso na época que tinha medo de me envolver com as pessoas.
conforme o tempo foi passando e eu, crescendo, fui mudando, me adaptando e vi que era muito mais fácil pra MIM, isso de dar o benefício da dúvida pras pessoas.

mas eu tou tão cansada de umas situações, cansada mesmo. e junta com o cansaço físico e a falta de sono e eu fico… morta. por dentro e por fora.
e me fecho, e me afasto.
e o pior? não sei voltar atrás e me sinto mal por isso.

eu quero férias logo, fugir de tudo de uma vez pra que as coisas se acertem sozinhas.

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Random

Novembro, 20

Antes de eu continuar com a continuação (?) da história aí embaixo, vou fazer um post de “puta que o pariu, que raiva”. Post cheio de randoms, mas assim que é legal.

1. Acabei de ver no Jornal Nacional que uma brasileira de 17 anos ganhou o prêmio internacional criança da paz há uns meses atrás e hoje foi lá na ONU falar sobre a sua situação: ela mora numa favela e metade das pessoas que ela conhecia morreram nas operações policiais que aconteceram por lá. O discurso dela foi em INGLÊS e ela MESMA que escreveu o discurso. OK. Agora me diz, porque CARALHO ninguém divulga isso? Mano, puta de um orgulho ter alguém pra representar a gente dessa forma, informar a nossa situação lá fora e ninguém gives a crap! Todo mundo divulga quem é que tá participando do “A Fazenda” mas ninguém fala nada sobre o caso dessa menina. Puta que o pariu de povo fútil.

2. Eu estou HORRORIZADA com essa situação do Batistti aqui no Brasil. OK, na verdade eu estou HORRORIZADA com TODA a situação da Justiça no Brasil.
- Pra início de conversa, se os Três Poderes são independentes, porquer MERDA os Ministros do Supremo têm que ser aprovados/indicados pelo Presidente? Cadê a autonomia? Não tou vendo!
- Segundo, como é que o Brasil se mete numa merda de um caso desses que nem o do Batistti? Tá provado e comprovado que o cara matou uma galera lá na Itália e que NÃO foi crime político e que ele só foi revel porque ELE quis. Então, me fala, PORQUE É que a gente tem que se meter e querer deixar ele aqui no Brasil?!
- Terceiro, como se não fosse o suficiente ter essa puta enrolação na hora de votar pra ver se iriam extraditar o cara ou não, a palavra final vai ser do Presidente. Cara. A maioria votou pra extraditar o cara, mas aí resolveram que, na verdade, o Presidente é que vai escolher! MANO! Qual a lógica? Isso meio que tira TODA a credibilidade do Judiciário, não? Do tipo, parece que a votação foi só pra brincar, só pra passar o tempo já que eles não têm NADA pra fazer, e que, na verdade, o que importa mesmo é o voto do Presidente e nada mais.

Fiquei puta. Depois eu falo que quero ir embora daqui e me chamam de antipatriota e o caralho. CARA.

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And so it was;

Outubro, 27

Eu não me lembro o dia exato em que finalmente aconteceu, só me lembro de ter sido uma terça-feira. Tava vento e frio, mas o sol brilhava. Meu tipo de dia favorito.

Eu acordei as 6:30 da manhã, apesar de meu alarme só tocar às 8 horas. Minha mãe me acordou com uma mensagem no meu celular (que não ficava constantemente no silencioso, até o momento): “Bom dia! Boa sorte hoje!”

Boa sorte hoje. Essas três palavras me impediram de dormir até as 8:35 – meu horário de levantar naquele mês.
Apesar de eu precisar acordar, na verdade, às 8 horas pra chegar à tempo pra aula, as 4 semanas de curso estavam quase no fim, então eu não levava mais o horário tanto em consideração.
O Ben não iria ligar de qualquer forma.

Boa sorte hoje. Isso ficou ecoando na minha cabeça como aqueles jingles chatos de comerciais, sabe?
Merda, por que eu sou tão ansiosa quanto a tudo o tempo todo?

Eu desisti de tentar voltar a dormir e às 8 horas desci pra a sala de almoço, onde todas as minhas housemates já se encontravam. E comiam esfomeadamente – como sempre.
Na verdade é até incrível o quanto pessoas asiáticas podem ser pequenas, se for pra comparar o TANTO que eles comem.
Eu tentei fazer como elas e comer algo antes que toda a comida desaparecesse, mas não teve jeito. Eu sabia que meu estômago iria recusar comida o dia todo.
Stupid anxiety.

Eu andei até a escola com a Kirstin, como sempre também. Ela se tornou minha amiga mais próxima lá na casa em menos de dois dias. Eu tenho que adimitir que ela era um amor. Mas ela falava muito.

Os nossos quinze minutos de caminhada foram preenchidos com uma pura e profunda inquisição sobre mim:
“E então, você falou com ele? E aí? Como tão indo as coisas? O que ele disse? Você vai ver ele hoje? Qual o nome dele mesmo? De onde ele é mesmo? Onde ele foi no fim de semana? Sério? Foi legal? Vocês conversam bastante?”

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… continua.

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Tapa na cara

Outubro, 23

Tudo bem. Eu também minto pra você.